Quando as obras da mercearia e da oficina estavam a avançar bem, tive de me debruçar seriamente sobre as opções possíveis de máquinas de costura e overlocks para equipar a oficina. Neste artigo, proponho falar-vos da reflexão que tive para tomar a minha decisão.
Por outro lado, os cursos coletivos na oficina começaram esta semana e pude ver as primeiras reações dos alunos face às novas máquinas, o que é um bom feedback sobre a escolha que fiz.
Finalmente, aproveitei os poucos dias antes da abertura dos cursos para pôr as máquinas à prova 😊 com o top bordado de que vos falei na semana passada... mas sobretudo, como queria testá-las a fundo, decidi coser umas calças de ganga para o meu marido. As calças de ganga são um projeto muito completo para testar uma máquina: os pontos de bordado, o ponto triplo, a passagem de espessuras, as bainhas, a casa de botão... Enfim, mostro-vos tudo!
Critérios de escolha
Antes de mais, vamos falar dos critérios de escolha para as máquinas de costura da oficina!
Queria que os meus alunos trabalhassem com "boas" máquinas e que pudessem descobrir o conforto de trabalho ao usar bom material. Por outro lado, desejava que os iniciantes pudessem manuseá-las facilmente (que fossem fáceis de usar por um novato) mas também que os mais experientes não fossem limitados nas funcionalidades oferecidas pelas máquinas. Era necessário encontrar um bom compromisso: fácil mas completa.
Tinha, portanto, critérios de escolha bastante firmes para as máquinas que iriam ocupar o espaço na oficina.
Aqui estão os meus critérios para escolher as máquinas:
- resistente (não são máquinas totalmente de plástico)
- durável ao longo do tempo (boa reputação da marca, facilidade de manutenção...)
- fácil de manusear para iniciantes, ergonómico...
- um bonito ponto reto (porque é o que se usa mais)
- que oferece muitas possibilidades (número de pontos,...)
- com muitos pés incluídos de base (casa de botão, fecho éclair...) para limitar compras adicionais posteriores
- que passa facilmente as espessuras (um bom motor, uma boa potência)
- com a bobina visível na parte superior
- e obviamente com uma restrição orçamental
Como escolher?
Após uma revisão exaustiva das gamas oferecidas pelas diferentes marcas de máquinas de costura, decidi testar as várias máquinas que tinha pré-selecionado. Fiz a minha pequena lista do que queria testar.
Algumas marcas não cumpriam os critérios de robustez e durabilidade com máquinas "tudo em plástico"... alguns modelos de marcas ofereciam poucas funcionalidades e frustrariam os costureiros experientes... outros estavam mal equipados e, se fosse necessário comprar os pés separadamente, isso disparava o orçamento...
Após os testes, hesitei entre duas máquinas que respondiam aos meus critérios: a Janome Sewist 740DC e a Janome Sewist 780DC, e acabei por escolher a 780DC, ligeiramente mais cara que a 740DC, mas que oferece 40 tipos de pontos a mais e o corta-fios automático.
A minha escolha: a Janome Sewist 780DC – uma pequena visão geral
A Janome Sewist 780DC é uma máquina de costura eletrónica.
Ela possui 80 pontos utilitários e decorativos, incluindo 6 tipos de casas de botão automáticas. É fácil selecionar os pontos graças ao seu ecrã tátil. O ecrã LCD mostra o ponto selecionado, o pé recomendado, a largura do ponto por defeito e o comprimento que pode ser modificado.
O motor tem uma boa potência que permite realizar projetos mais robustos. A 780DC tem algumas características especiais como o corta-fios automático e integrado, o alongamento do padrão até 5 vezes o comprimento normal, um enfiador de agulha integrado,
um botão para subir/descer a agulha, um regulador de velocidade.
Ela vem de base com: a sua mala rígida de transporte, a sua mesa de costura (400 x 280 mm), um suporte adicional para carretel, 5 pés básicos, um descosedor, uma caixa com 5 agulhas, um sortido de bobinas originais, um pincel de limpeza, um guia para barra de quilting, uma chave de fendas grande.
É possível comprar pés adicionais, incluindo um pé de duplo transporte.
O teste do fogo 🔥 : o jeans do meu amor
O que melhor do que um jeans para testar uma máquina?
Primeira etapa: os bolsos e os pontos de bordado. Escolhi um bordado em forma de onda para fazer os bolsos traseiros e o bolso para bilhetes. E devo dizer que estou conquistada pelo resultado muito limpo do ponto!
Segunda etapa
Os bolsos cavaleiros da frente com as costuras decorativas feitas com ponto triplo.
Terceira etapa
A colocação da braguilha e do fecho éclair. Usei o pé para fecho éclair e fiz costuras decorativas nervuradas em várias camadas de denim bastante espesso!
Aqui também, nada a apontar, correu na perfeição... 😊
Quarta etapa
A montagem das pernas do jeans e a colocação do cinto. Aqui a dificuldade é a passagem das espessuras e as costuras decorativas. Mais uma vez, nenhuma dificuldade encontrada e um verdadeiro prazer costurar.
Quinta etapa
A realização e a colocação dos passadores com muitas espessuras a passar numa superfície muito pequena (a largura do passador). É sempre uma etapa um pouco difícil, mas a máquina passou sem hesitar...
A casa de botão também foi feita sem dificuldade graças à função automática de casa de botão.
Só faltavam as bainhas com as três espessuras de denim... nada de complicado depois dos passadores 😊
Estou mesmo satisfeita com a realização do jeans para o meu companheiro, mas sobretudo com a escolha das máquinas 😊. O teste do fogo é mais do que conclusivo e dá-me vontade de costurar outros projetos ambiciosos com as máquinas do atelier. Estou mesmo encantada com a passagem das espessuras que me assustava um pouco, mas o motor é realmente potente e permite uma passagem suave. Estou radiante!
Se quiser experimentar as nossas máquinas, aprender a costurar ou aperfeiçoar-se, não hesite em vir ao atelier para um curso individual ou coletivo, mas também no âmbito do aluguer do atelier.
O nosso atelier encontra-se na avenida de la Couronne 357 em Ixelles (Bruxelas), Bélgica. Teremos todo o prazer em recebê-lo.

